Anti-teologia da prosperidade, mas nem tanto.




Refletindo sobre o consumismo.
Somos contra a teologia da prosperidade, da forma que usurpam do evangelho e nos fazem engolir goela abaixo o amor ao dinheiro, porém nossas vidas estão em contramão ao que pregamos? NEM TANTO!
Infelizmente estamos apegados aos padrões dos modelos "cristãos” seculares, e esquecemos a quem representamos de fato. Para ser considerado abençoado você precisa ter algo material. Vivemos num mundo consumista, quando nós, pequenos cristos, era quem deveria fazer a diferença estamos atrelados, de mãos dadas com o consumismo. Desde a forma como igrejas são construídas, até como devemos ir aos cultos, qual roupa usar, qual marca... Nossas prioridades são egocêntricas. Enfim, onde o centro de adoração sou eu e meu estilo, meus sapatos, minha maquiagem, o resto deixa pra lá.
Podemos observar até a nossa santidade virou vaidade, alvo de superioridade e competição ao próximo: “Eu conheço mais, eu oro mais, eu sou isso ou aquilo”... Tornou-se pecado aquilo que era para agradar o coração do Senhor. Sendo que nossa forma de tratar o próximo anda tão mundana quanto os de fora. 
Hoje se uma mulher quer ser piedosa e santa ela deve vestir aqueles vestidos e saias segundo as blogueiras indicam e usam, marcas caras e nada de discrição, sendo que a modéstia vai além de peças descartáveis. Alguns argumentarão que isso também é uma forma de adoração, mas lá no fundo sabemos que é pecado. Deixemos de ser hipócritas. A verdade é que precisamos enxergar nossa realidade muito fora do chamado ao evangelho, que é uma mudança interior.
Não falo de uma religiosidade ou costumes radicais do que você pode ou não pode, mas voltarmos à simplicidade assim como Jesus foi, a essência do ser mais do ter.
Devemos ser como uma criança, ela pouco se importa com o que tem ou o que veste, ela se importa em ser feliz. Ela cria, ela quer é se sujar, correr. Ser livre.
E nós? Será que temos deixado essa mancha do mundo nos sujar, e modificar o que a palavra nos ensinou? Será que somos fantoches do cenário cristão perfeito que a pós-modernidade inseriu nas igrejas?


Fiquem na paz!

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